quinta-feira, 31 de outubro de 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MARACATUS INICIAM CICLO DE DEBATES PARA REGISTRO IMATERIAL DO MARACATU CEARENSE

Dia cinco de setembro foi um dia histórico para o Maracatu, pois finalmente deu-se inicio aos debates e diálogos quanto ao registro imaterial do Maracatu Cearense a nível municipal. Com a presença da maioria dos presidentes e representantes legais dos Maracatus fortalezenses a reunião começou com atraso de meia hora o que não prejudicou o bom andamento dos trabalhos. Clélia e Felipe Barreira ambos da Coordenação do patrimônio histórico e cultural do município salientaram a importância do registro imaterial de nosso maracatu, sobre tudo, quanto à notoriedade que tal feito acarretará a esta manifestação cultural local.

O registro a nível municipal é o primeiro paço na luta para a afirmação de nosso bem cultural que é o maracatu do rosto pintado salientando à sua originalidade e espontaneidade enquanto fenômeno popular local. A idéia é tornar visível e reconhecer esta expressão cultural que já se apresenta em nossa cidade segundo cronistas como Gustavo Barroso e Rodolpho Teófilo desde idos do século XIX.



O Maracatu Rei do Congo deu entrada no Pedido do registro a nível municipal em 2011 ao mesmo tempo que fez o mesmo processo a nível estadual e federal junto ao IPHAN que significa o último estágio quanto ao reconhecimento total desta manifestação.

Durante o evento estiveram presentes; a atual Secretária de Cultura de Fortaleza a Sra. Fátima Mesquita e sua assessora “Helaine Brito”.

Agradecemos, diante mão, a expressiva presença por parte da maioria dos grupos de maracatus fortalezenses que compareceram ao evento o que demonstra o interesse coletivo em evoluirmos cada vez mais em nossa arte.

Rodrigo Damasceno.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

REI DO CONGO E IRMANDADE DO ROSÁRIO REALIZAM PROCISSÃO DO FOGARÉU


Baseada na tradicional Procissão do Fogaréu que acontece desde o século XVIII na cidade de Góias Velho, Região Centro Oeste do Brasil, a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário encabeçada pela Associação Cultural Maracatu Rei do Congo – ACMRC realizou a encenação da referida procissão no interior do Santuário do Sagrado Coração de Jesus no centro da cidade nesta última quinta-feira após a Vigilia Eucaristica. Segundo Rodrigo Damasceno curador da Irmandade e atual presidente do Maracatu Rei do Congo “a possibilidade de trazermos tal tradição religiosa para nossa cidade incrementa a programação cultural proposta pela confraria do Rosário durante o ano possibilitando um contato maior com a tradição católica e antiga de nosso pais”. Também segundo Rodrigo além do Fogaréu, foi feita uma vasta programação voltada a Semana Santa que incluiu; Via Sacra nas Casas, terços na Igreja do Rosário, Procissão do Senhor Morto (já tradicional no centro da cidade) e a famosa quiema de Judas já realizada no bairro “José Bonifácio” desde a década de oitenta.

Para a realização do fogáreu foram confeccionadas doze túnicas pretas com capuzes roxos, feito um estandarte com a figura de Cristo aprisionado que foi pintado pelo artista plástico “Wlamir de Souza” e adquiridos dez tochas em bambu para serem levadas pelos penitentes “que aqui em Fortaleza foram chamados de “Farricocos” fazendo jus aos antigos integrantes mascarados das procissões católicas do século passado”.

A idéia segundo Rodrigo é fazer com que esta procissão vire uma tradição na semana santa e que a cada ano cresça cada vez mais partindo da Igreja do Rosário em direção as Igrejas do Carmo e do Coração de Jesus, ambas próximas entre si.

A Procissão do Fogaréu em Góias é uma tradicional procissão católica realizada anualmente na cidade de Goiás, na quarta-feira santa. Encena a prisão de Jesus Cristo e tem início às 0:00 da quarta-feira santa, com a iluminação pública apagada e ao som de tambores, à porta da Igreja da Boa Morte, na praça principal da cidade. Os penitentes vestem-se em indumentária especial representando soldados romanos.A Procissão do Fogaréu foi introduzida em Goiás pelo padre espanhol Perestelo de Vasconcelos, em meados do século XVIII.

Para maiores informações: (85) 8628.9806 (Rodrigo).
Veja mais fotos do evento em: irmandadedorosariofortaleza.blogspot.com

sábado, 29 de maio de 2010

03. INSTITUCIONAL


Integrantes da ala das filhas de santo (ala das rosas) coordenada por Ana Célia Paiva e Mãe Margarida.



A Associação cultural Maracatu Rei do Congo (ACMRC), entidade cultural sem fins lucrativos com sede e foro nesta capital (Fortaleza-CE), iniciou seus trabalhos em 29 de setembro de 2009 participando pouco tempo depois do desfile oficial das agremiações carnavalescas desta mesma cidade realizado na Avenida Domingos Olímpio sendo o mesmo agraciado com o quinto lugar apesar do pouco tempo de sua fundação. Maracatu guerreiro e engajado, faz alusão a figura mítica do "Rei do Congo" (manicongo) trazida ao Brasil por africanos (sobre tudo os de etnia banto) oriundos das regiões congo-angolanas. Esta entidade tem como parâmetro realizar uma releitura desta tradição cultural de gênese africana e de suas vertentes, levando-se em consideração suas respectivas mutações históricas onde predominam-se: Congos, reis e o maracatu aqui enfatizado. Acreditamos que tais ações são imbuídas da necessidade de resistência e difusão da cultura africana em nosso estado, por isso mesmo, sempre priorizamos a responsabilidade social através do profissionalismo técnico, incutindo sempre em nossos afiliados a obrigação da preservação de nosso patrimônio material e imaterial.



Trilhando neste mesmo ideal, a ACMRC tem como meta a reimplantação e/ou reestruturação de aparelhos culturais desativados ou em vias de degradação ou esquecimento como é o caso da “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Capital” já extinta em meados da segunda metade do século XIX, responsável entre outras façanhas pela construção do templo destinado a esta santa e pelas antigas coroações de reis negros do rosário.



Tais empreendimentos denotam de forma clara e objetiva, nossa reais intenções quanto a preservação, difusão e reiteração da cultura negra em nossa região.




DIRETORIA:


Presidente: Rodrigo Damasceno Rodrigues
Diretor Institucional: Descartes Gadelha
Diretora Geral e Mentora: Ana Célia Paiva
Diretora de patrimônio: Eunizete
Secretário: César Cantidio Brasil de Souza
Conselheira Fiscal: Maria Inês Mapurunga de Miranda


CORES PREDOMINATES:


Azul turquesa, amarelo canário, branco e eventualmente a vermelha.


NÚMERO DE ALAS:
10 Alas

DATAS COMEMORATIVAS

06/01 - Dia de Reis (Congos). Coroação de reis na Igreja do Rosário e/ou na Sede do Maracatu;

02/02 - Nossa Senhora das Candeias;

08/02 - Dia de Santa Backita;

14 a 18/02 - Carnaval;

14/03 - Dia de Santo Antônio de Categeró;

25/03 - Dia do Maracatu;

22/04 - Procissão de Bom Jesus dos passos (Semana Santa);

23/04 - Dia de São Jorge Guerreiro

21/09 - Dia de Santa Ifigênia;

26/09 - São Cosme e Damião

07/10 e 04/10 - Festa de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Inicio dos ensaios do maracatu);

29/10 - Aniversário de fundação do maracatu;

23/12 - Festejo Natalino (confraternização).

31/12 - Reveillon (Confraternização).

Obs: Todo dia 07 de cada mês haverá terço em homenagem e graça a Nossa Senhora do Rosário que será realizado de maneira peregrina visitando as casas dos associados que se dispuserem a recebê-lo.

04. LOCALIZAÇÃO




 
Tel:. (85) 8599.9080 / 9782.8552 (falar com Rodrigo - presidente).
Escritório: Rua Major Facundo nº1712 A, Bairro: José Bonifácio (centro).
CEP: 60025-101, Fortaleza - Ceará - Brasil.
Horário de atendimento: Sextas de: 08 às 12h e de: 13 às 18h.
E-mail: maracatureidocongo@gmail.com
Blog: maracatureidocongo.blogspot.com

05. CALENDÁRIO DO MÊS

06. ANIVERSARIANTES DO MÊS

07. CURSOS

08. BIBLIOTECA

09. EVENTOS

10. HOMENAGEM


Inês Mapurunga interprete e compositora.
Rendemos homenagem à queridíssima amiga de todas as horas Maria Inês Mapurunga de Miranda mais conhecida por “Inês Mapurunga”. Inês é Interprete compositora e cantora, figura já tarimbada no meio cultural fortalezense. Atualmente realiza projetos voltados a comunidades do interior do estado. Geógrafa por profissão e artista por devoção já possui Cd lançado e repertorio musical vasto participando ativamente do meio artístico local. Juntamente com o artista plástico e também compositor Descartes Gadelha formam uma parceria imbatível que já perdura anos sendo suas vozes facilmente vinculadas aos maracatus, afoxés e blocos carnavalescos pois sempre estão presentes na Avenida Domingos Olímpio puxando os enredos ou simplesmente como autores dos mesmos. No Maracatu Rei do Congo desempenha cargo de conselheira fiscal e puxadora oficial de loas na avenida além de ser uma das fundadoras do mesmo. Nasceu na cidade de Viçosa do Ceará região norte do estado.

11. ENTREVISTA


Entrevista cedida ao projeto "Patrimônio para Todos realizado em outubro de 2011 na sede do Maracatu Rei do Congo.



ENTREVISTA Á FRANCISCO BRAGA "HELENINHA" CARNAVALESCO


Preta Velha do Maracatu, Franco Braga, 50, guarda a sabedoria do maracatu. Figurinista, ele busca o luxo e o brilho para a apagada Domingos Olímpio.
 
Franco Braga caminha quase diariamente pelas lojas do Centro da cidade. Seus pés são guiados pelos olhos. Eles garimpam o comércio à procura de objetos decorativos, novidades no mercado. “Você tem que sair peneirando. É quase uma peregrinação. Passo o dia todo vendo o que tem numa loja, o que não tem na outra, diferente de São Paulo que em uma loja só você compra tudo. Eu passo todo dia no Centro, mesmo sem comprar. Sei que um dia eu vou precisar e aí eu já sei onde tem. Fora os que me ligam para saber onde comprar determinado material”.

Preta Velha do Maracatu, guardadora da sabedoria e responsável por repassar aos demais a tradição, Franco Braga, 46, funciona como um coringa do Maracatu. Além de incorporar a hierárquica personagem na avenida, ao lado do Preto Velho, ele assina o modelo de todas as fantasias de alguns dos mais importantes maracatus da cidade. Na concentração, momentos antes de desfilar, ele veste todos, arremata um ponto, ajusta um adereço. Só depois, cuida de sua roupa.
No desfile, mesmo as personalidades menos “gloriosas” precisam de luxo. Sita como exemplos dois personagens históricos como o Dragão do Mar e a Princesa Isabel, “as vestes do Dragão do Mar são simples, muito diferentes das roupas da Princesa Isabel, mas ambos podem ser luxuosos. Só não podem ser desproporcionais para não descaracterizar”. Todas as roupas do desfile são pensadas, desenhadas e tiradas o modelo por Franco. Depois, ele supervisiona o trabalho das costureiras divididas entre os maracatus, aos quais está prestando serviço. A casa nesse período vira uma loucura e exige de Franco um jogo de cintura similar ao seu talento. No clima acirrado de disputa entre as agremiações, Franco convive de forma “harmônica” com inimigos de amigos. A casa, localizada no centro. A gente vai levando. O importante é respeitar profissionalmente cada um, mesmo que seja de opinião diferente”, revela o segredo de tanto carisma.

Franco sobrevive do trabalho manual há mais de 20 anos. “Sempre fui artesão. Eu assistia ao desfile jovem e tinha medo da cara preta. Esse medo de criança... Mas aí o medo passa a ser uma admiração”. Até chegar ao rosto de falso negrume, Franco desfilou na ala de índios, depois com os negros, até chegar à Preta Velha, posto assumido há seis anos e cativado com orgulho. “A partir do momento em que você veste a roupa, você tem que viver a personagem. Você vira uma velha e tem que agir como uma velha. Você veste a roupa e incorpora, ela vem, chega. Na concentração, você já vive o personagem. Na avenida, você vive a emoção”.

Desde quando entrou para o maracatu, somente ano passado ele não participou do desfile. Em 2008, passou o Carnaval em São Paulo, mas dormiu no hotel agarrado com um litro de uísque. Havia fechado contrato com a escola de samba paulista Nenê de Vila Matilde, cujo enredo era Câmara Cascudo. Se aqui no Ceará, os dias que antecedem o desfile são loucos pela demora da liberação da verba municipal, em São Paulo a sensação é a mesma, mas justamente pelo motivo contrário. “É muita fantasia. É muito dinheiro. O acordo era de deixar as fantasias prontas na avenida. Eu passei uma semana sem dormir para terminar. Tanto que eu não desfilei. O samba troando na avenida, e eu dormindo no hotel, com o meu uísque”.

Em Fortaleza, não haveria perigo de repetir o fato. O maracatu está no sangue. Apesar de constatar que o glamour do Carnaval de São Paulo supera em muito ao da Domingos Olímpio, ele preferiu voltar para a sua terra Natal. “Eu fiquei muito triste lá em São Paulo. Assistia na televisão, via o samba em São Paulo e no Rio de Janeiro; o frevo no Recife; o axé na Bahia. Quando iam falar do maracatu de Fortaleza, mostravam a arquibancada caída”. (a arquibancada havia caída naquele desfile).

Com a vida entregue ao maracatu, Franco divide seus trabalhos com a atividade de decorador de festas. Do batizado ao casamento, do São João ao Réveillon, ele faz artefatos e deixa a festa ao desejo do cliente. “São artes diferentes, mas quem faz uma decoração de carnaval está preparado para qualquer coisa”. A diferença, no entanto, não fica apenas no estilo da decoração. No carnaval, ele vive e protagoniza a festa; nas demais comemorações, ele não participa. É um profissional. Após entregar o trabalho, debanda para casa. “Eu já estive por dentro dos muros altos da Aldeota, onde acontecem as maiores festas, onde rola o dinheiro, onde só entram as criaturas convidadas. Penetra não tem vez. Nessas, eu não assisto à festa. Entrego e dou o tchau. É a mesma coisa que eu fiz em São Paulo... Entreguei na avenida e fui dormir”, compara.

Paixão festeira mesmo só na Domingos Olímpio e nas demais apresentações feitas, esporadicamente, ao longo do ano. “Lá ta o mundo todo te assistindo. O maracatu é uma coisa esperada. A gente fica por último para segurar o público. Só não é valorizado aqui, no povo do Ceará. A gente também se apresenta nas escolas. Você tem que levar a cultura para o povo. Você carrega nas costas e não tem preço que pague”.

Entrevista realizada pelo jornal "O Povo" dia 17 de fevereiro de 2009 feita as devidas atualizações sem, no entanto, corromper-se sua integra.

12. FINANCEIRO

13. CONTATOS

14. AGENDA DA PRESIDÊNCIA


 O atual presidente Rodrigo Damasceno.

Siga os paços do presidente durante a semana e mantenha-se informado(a)


AGOSTO DE 2013
1º SEMANA:

CONFIDENCIAL (POR MOTIVO DE SEGURANÇA)

2º SEMANA:

CONFIDENCIAL

3º SEMANA:

CONFIDENCIAL

4º SEMANA:

CONFIDENCIAL

15. GRUPO DE ESTUDOS AFRO - BRASILEIROS "GEAB"


Em breve a Associação Cultural Maracatu Rei do Congo ACMRC irá dar início aos trabalhos do Grupo de Estudos Afro - Brasileiro - (GEAB) destinado ao estudo, interpretação, documentação e divulgação da cultura afro em nosso estado e em nosso país. No decorrer dos trabalhos serão ministrados cursos voltados ao estudo das irmandades, vestimentas, sincretismos religiosos, comércio escravo e aspectos culturais da presença negra em nosso estado. Será implementado também, o Grupo Teatral Afro Brasileiro (GTAB) com o intuito de profissionalizar as apresentações públicas e particulares de nosso maracatu onde serão ministradas oficinas de interpretação, montagem de espetáculo, cenografia, iluminação e interpretação. Tais análises têm como objetivo implantar conhecimentos e costumes, muitas vezes já perdidos ao sabor do vento, em nosso maracatu, servindo de base para nossas loas, indumentárias, adereços e alegorias... A previsão é de os mesmos serem implantados ainda no mês de julho dando inicio oficialmente aos trabalhos destinados ao desfile de 2011 quando o Maracatu Rei do Congo participará pela segunda vez do desfile das agremiações na Avenida Domingos Olímpio... Aguardem!

16. GRUPO DE PERCUSSÃO MESTRE JOAQUIM XAVIER "JX"


Batuqueiros na Av. Domingos Olímpio no desfile de 2013.

O Grupo de Percussão Mestre Joaquim Xavier faz alusão à figura do antigo procurador da extinta Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Capital que também era diretor dos congos (autos de congo) que se apresentavam na zona central de Fortaleza. Mestre Joaquim como era chamado por todos, teve seu braço amputado na guerra do Paraguai sendo por isso conhecido pela alcunha de “Joaquim do braço cortado”. Inspirados por esta brava figura de pulso forte e de luta incansável pela preservação de suas raízes africanas o Maracatu Rei do Congo rende homenagem a um dos últimos e mais fortes procuradores da Irmandade do Rosário da capital colocando seu nome em seu batuque.

ENSAIOS: Aos domingos de cada mês a partir do mês de outubro até o carnaval.

ENTREGANTES: De 25 a 40 componentes.

INSTRUMENTOS: Caixas, tambores, zabumbas, ganzás, chocalhos, triângulos, gonguês, agogôs e xequêres.

MESTRE: MARCOS MELO (MARCÃO).